19.9.25

Tema: As Armas Espirituais Poderosas

 Texto base: Isaías 58:8
"Então a luz da minha salvação brilhará como o sol, e logo vocês todos ficarão curados. O seu Salvador os guiará, e a presença do Senhor Deus os protegerá por todos os lados."


A oração e o jejum são armas espirituais poderosas que devemos usar nas batalhas da vida. E vamos ser sinceros: ninguém quer perder uma luta — seja na área da saúde, vida espiritual, vida financeira, conjugal, profissional ou até mesmo na caminhada dentro da igreja.

Existe um dito popular (com o qual precisamos ter certo cuidado, mas que cabe aqui):

"Quem dá o primeiro soco é quem ganha a luta."

Espiritualmente falando, isso faz sentido. Nessas batalhas, é essencial treinar nossa mente e nosso espírito com essas ferramentas que Deus nos deu: oração e jejum.


Infelizmente, muitos só recorrem à oração e ao jejum quando tudo já deu errado, como se fossem a última saída. Tentamos primeiro resolver com nossas próprias forças: conversas, acordos, jeitinhos, conselhos, estratégias humanas... E só então, quando tudo falha, nos lembramos dessas armas espirituais que sempre estiveram à nossa disposição.

Veja o que Deus nos diz em 2 Crônicas 20:17:

“Nesta batalha, vocês não terão que lutar. Tomem posição, permaneçam firmes e vejam o livramento que o Senhor lhes dará.”

Esse foi o conselho dado ao rei Josafá e ao povo de Judá diante de um exército inimigo numeroso. Deus estava dizendo: "A luta não é de vocês, é minha!"

Jesus também reforça essa verdade em João 14:16:

“E eu pedirei ao Pai, e Ele lhes dará outro Consolador, que estará com vocês para sempre.”

O sentimento de orfandade é real nas batalhas da vida. Nos sentimos sozinhos, abandonados, perdidos. Mas Deus garante: não estamos sós.


Como devemos agir?

Ore antes. Jejue antes. Bata primeiro. E vença.
A recomendação de Paulo em Gálatas 5:16 é clara:

"Andem no Espírito, e jamais satisfarão os desejos da carne."

Ou seja, viva uma vida guiada pela oração e pelo jejum.
Na oração, siga o modelo de Jesus em Mateus 6:9-13.
No jejum, é importante conhecer os diferentes tipos para praticá-los com sabedoria.


Tipos de Jejum

🥛 1. Jejum Normal (com água)

  • Descrição: Abstinência de todos os alimentos sólidos, mas com ingestão de água.
  • Exemplo bíblico: Jesus no deserto por 40 dias.

2. Jejum Total (ou Absoluto)

  • Descrição: Abstinência total de alimentos e líquidos.
  • Exemplo: Saulo de Tarso (Atos 9:9).
  • Observação: O jejum de Moisés por 40 dias (Êxodo 34:28) é considerado sobrenatural.

🥗 3. Jejum Parcial

  • Descrição: Restrição de certos alimentos (ex: doces, carnes, etc.) ou redução da quantidade (apenas uma refeição por dia).
  • Exemplo: Daniel e seus amigos se alimentaram apenas de vegetais e água.
  • Aplicação atual: Pode incluir também abstinência de coisas que ocupam espaço em nosso coração — como redes sociais, TV, novelas, etc.

❤️ 4. Jejum Sexual

  • Descrição: Abstinência consensual de relações sexuais por um período, com foco na oração.
  • Base bíblica: Êxodo 19:15 e 1 Coríntios 7:5.
  • "Os casados oram no lugar do sexo."

🔥 5. Jejum Sobrenatural

  • Descrição: Períodos de jejum humanamente impossíveis, realizados somente pelo poder de Deus.
  • Exemplo: Moisés e Elias jejuaram 40 dias e noites.

Qual é o propósito do jejum?

O jejum bíblico é um ato de humilhação, adoração e busca sincera por Deus.
Ele nos ajuda a entender nossos próprios limites e nos aproxima mais do Pai.
Trata-se de abrir mão de algo essencial — como comida, prazer ou distrações — para buscar a direção e o crescimento espiritual que só o Espírito Santo pode dar.

“O jejum é uma prática de autoconhecimento e dependência de Deus.”

Curiosidade:

Na Igreja Católica do século X, havia o chamado Jejum Negro, que consistia em se abster de alimentos durante o dia, permitindo apenas uma refeição leve à noite.


O jejum perdeu seu valor?

Infelizmente, sim. O jejum tem perdido espaço nas práticas espirituais, talvez porque os tempos atuais são indisciplinados.
O jejum exige disciplina, entrega, esforço — e isso anda fora de moda. Mas entre os estudiosos do misticismo e da espiritualidade profunda, o jejum ainda é visto como um dos maiores instrumentos de preparo da alma.

Quando jejuamos, colocamos o corpo em segundo plano e damos prioridade ao espírito.
1 Timóteo 4:8 nos lembra:

“O exercício físico é de algum valor, mas a piedade é útil para tudo, pois tem promessa para a vida presente e futura.”


O perigo do jejum religioso e sem propósito

Ao longo da caminhada cristã, muitos passaram a enxergar o jejum como uma forma de "forçar Deus" a fazer algo.
Como se bastasse jejuar para Deus "ter que atender". Isso é um erro.

Veja a parábola do fariseu e do publicano em Lucas 18:10-14. O fariseu jejuava, mas sua atitude era arrogante, orgulhosa, sem quebrantamento.

Em Isaías 58:3-4, Deus já confrontava esse tipo de religiosidade vazia.

Jesus também ensina sobre isso em Mateus 6:17-18:

“Tu, porém, quando jejuares, unge a tua cabeça e lava o rosto, para que não pareça aos outros que jejuas, mas apenas a teu Pai, que está em secreto. E teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.”


O verdadeiro jejum que agrada a Deus

Veja o que diz Isaías 58:6-8:

“Acaso não é este o jejum que escolhi?
Soltar as correntes da injustiça, desatar as cordas do jugo, pôr em liberdade os oprimidos e romper todo jugo?”

É um chamado à transformação interior e prática.

No versículo 7, Deus diz para compartilharmos o que temos — recursos, casa, tempo, carinho, misericórdia, justiça.

E no versículo 8, vem a promessa:

“Se assim fizeres, tudo na sua vida será restaurado.”


Conclusão

As armas espirituais estão à nossa disposição. Não são de aparência, mas de poder.
Jejum e oração nos levam a um lugar de intimidade com Deus, onde nossas lutas são entregues a Ele, e Ele nos ensina a guerrear de forma espiritual.

Não espere estar no fundo do poço para jejuar.
Ore antes. Jejue antes. Viva no Espírito.
Assim, você estará pronto para vencer qualquer batalha que surgir.

 

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