27.1.26

Ajuntando valores errados

 

 Texto: Lc 12.16-21.

Uma das palavras mais propostas pela nossa sociedade contemporânea é juntar, projetar e investir, perceba que todos nós desde muito cedo somo motivados a ter uma visão quase profissional sobre educação financeira somos quase mestres em ciências atuariais (Atuários utilizam modelos para quantificar riscos futuros, como mortalidade e catástrofes, definindo prêmios e garantindo o equilíbrio financeiro de empresas), quem não tem prática está fora da moda, mas tudo isso não como primícia de uma proteção para os acontecimentos imprevistos de nossa caminhada humana (sinistros), mas para ter para ser, eu sou pelo que tenho.

Perceba que desde jovens, todos são conduzidos a acumular mais e mais, se você olhar para a sua vida notará que até mesmo nas emoções somos acumuladores e isso tem trazido muitos danos para a vida de muita gente boa.

Jesus vai nos contar uma parábola para explicar que a vida de um homem não consiste na quantidade dos seus bens ou das coisas que acumulamos e consideramos ser importantes para nós. A bíblia vai dizer que Jesus sendo rico se fez pobre (2 Coríntios 8:9), nasceu em uma região miserável tão pobre que não constava nem nos mapas da época, nasceu em Nazaré, por chacota era chamado de Jesus de Nazaré, e pasmem realizava movimento pendular junto com seu pai para com certeza trabalhar em Jerusalém, Nazaré x Jerusalém 150 km, Reza Aslam vai comentar sobre isso em seu livro Zelota – A vida e a época de Jesus de Nazaré, talvez você perceba algo similar com sua vida, talvez você realize Duque de Caxias x Centro do Rio.

Jesus vai falar de certo homem rico que produziu muito e não tendo como armazenar sua colheita, construiu celeiros ainda maiores, confiante de que estaria garantido por muitos anos, queridão até ai não existe nada demais, irmão quem não estaria feliz “Pacas” deu tudo certo, não existe nada de ilegal nisto, mas quero alertar a você que o evangelho se descobre nas entrelinhas. O filho do homem não tinha nem onde reclinar a sua cabeça (Lucas 9:58), dormia por ai em casa de amigos.

Jesus vai chamar aquele homem de louco, pois guardava para si riquezas e não era rico para com Deus, você precisa perceber que Jesus tinha uma vida totalmente aquém das pressões daquela sociedade e que também são as mesmas deste tempo, ter dinheiro.

Tenho descoberto que Deus do propósito e não coisas alinhadas somente com nossas vontades egoístas Tiago 4:3, que diz: "Pedi, e não recebei”…

Deus tem nos conduzido a um entendimento profundo a cerca deste tema, fazemos quase tudo errado, QUANDO TENTAMOS SER DONOS DE NOSSOS NARIZES, João 15:5b, quando Jesus diz nada, é nada mesmo.

Jesus chama aquele homem de louco por que todo o seu esforço, não terá valor de nada, ele não poderá decidir em nada relacionado a suas conquistas após a sua morte ou até mesmo se estiver acamado, irmãos temos empregado força demais em coisas que não tem valor nesta vida. Mateus 6:19.

Querido é ano de Semear a terra, Deus já lhe deu as sementes, você tem o segredo do sucesso, a chave já está em suas mãos, é o conhecimento de quem é Jesus, vamos gastar energia naquilo que realmente tem valor eterno.

Paulo declara que mais bem-aventurada coisa é dar do que receber, At 20.35. A palavra-chave no reino de Deus não é juntar e sim repartir. Não pense apenas em dinheiro. Reparta também seu tempo, seu ouvido, a palavra e tudo aquilo que Deus lhe deu. Reparta com seu próximo.

Perguntado sobre quem é o nosso próximo, Jesus contou a parábola do bom samaritano.

Você conhece bem esse enredo, então aja.

Invista em Deus, sejamos ricos em Deus, depositemos nossas riquezas em Deus.

12.1.26

CRISTO É SUFICIENTE

 

Tema: Cristo é suficiente

Texto base: Colossenses 1:15–20

Para que possamos analisar de forma coerente o tema proposto pela JUBAME, faz-se necessário ampliar o texto base para Colossenses 1:15–20, pois esse trecho apresenta uma das mais completas afirmações cristológicas do Novo Testamento, exaltando a supremacia e a suficiência de Cristo sobre toda a criação e sobre a redenção.

O apóstolo Paulo escreveu a carta aos colossenses quando se encontrava preso, provavelmente em Roma. Ele recebeu, por meio de Epafras, a notícia de que a igreja em Colossos estava sendo ameaçada por falsos ensinamentos que distorciam a centralidade de Cristo.

Epafras era natural de Colossos e foi provavelmente o responsável por levar o evangelho àquela cidade. Ele mantinha um relacionamento próximo tanto com os crentes locais quanto com o apóstolo Paulo e é descrito como “fiel ministro de Cristo”. Como cooperador apostólico, evangelizou a região e, posteriormente, visitou Paulo na prisão para relatar a situação da igreja.

Em suas primeiras visitas, Epafras pôde informar que a igreja apresentava um bom crescimento espiritual (1:6) e firmeza na fé (2:5–7). Contudo, com o passar do tempo, surgiram alguns desvios doutrinários. E muitos cristãos começaram a relativizar as verdades ensinadas pelo apóstolo, sendo influenciados por práticas e crenças populares da cultura local.

Paulo identifica esses falsos ensinos por meio de dois termos principais: “filosofia” (2:8) e “piedade forçada”. Essas práticas não surgiram no cristianismo, mas foram importadas de sistemas religiosos e seitas existentes em Colossos, demonstrando um sincretismo perigoso para a fé cristã.

Entre essas influências estavam a astrologia persa-caldeia, os mistérios orientais helenistas e a especulação gnóstica. Essas correntes defendiam um conhecimento espiritual elitizado e negavam a suficiência de Cristo. Diante disso, Paulo refuta diretamente os ensinos teosóficos e gnósticos, reafirmando que a salvação está exclusivamente centrada em Jesus Cristo (João 14:6).

O apóstolo deixa claro que tais ideias eram enganosas e espiritualmente nocivas, não apenas para a igreja de Colossos, mas também para a igreja contemporânea. Compreender esse contexto exegético nos permite aplicar com segurança a mensagem do texto à nossa realidade atual.

Cristo é apresentado como aquele que é antes de todas as coisas, pois preexiste à criação e exerce plena soberania sobre ela. Nele todas as coisas subsistem; Ele é o sustentador do universo. Essa declaração confronta diretamente a ideia gnóstica de que Cristo seria apenas uma entre várias emanações intermediárias entre Deus e o mundo.

Paulo afirma que Cristo não é apenas preeminente, mas único e incomparável. De forma singular, Deus se fez homem na pessoa de Cristo para realizar a obra da salvação. Assim, não há outro mediador, nem outro caminho para a redenção.

Diante dessa verdade, surge a pergunta essencial: Cristo é suficiente para quê? Essa indagação confronta nossas expectativas humanas e revela a tendência de reduzir Cristo a um meio para alcançar benefícios temporais. “a suficiência de Cristo vai além das necessidades temporais”.

Muitas vezes, perguntamos se Cristo é suficiente para abençoar o dia, garantir sucesso profissional, abrir portas de emprego ou promover curas físicas. Essas questões são legítimas, mas revelam uma visão limitada da suficiência de Cristo.

A maioria das inquietações humanas está relacionada a necessidades finitas e passageiras. Entretanto, Colossenses 1:17 nos conduz a uma compreensão mais elevada: Cristo é antes de todas as coisas, e tudo subsiste nele. Isso revela um Deus transcendente, mas ao mesmo tempo presente e ativo na história humana. João 3:17 afirma que Deus enviou seu Filho ao mundo não para condená-lo, mas para salvá-lo. Essa declaração revela que a maior necessidade humana não é material, emocional ou circunstancial, mas espiritual: a restauração do caminho para a eternidade.

Por essa razão, as preocupações humanas não deveriam dominar a mente a ponto de gerar ansiedade. Elas são transitórias e estão sob o cuidado soberano de Deus. O ensino de Jesus em Mateus 6:25–34 reforça que confiar na providência divina é reconhecer, na prática, que Cristo é suficiente.

As questões filosóficas, gnósticas e teosóficas enfrentadas por Paulo em Colossos continuam presentes na sociedade atual. No entanto, Cristo é suficiente para suprir as demandas internas da mente humana, pois as maiores batalhas do ser humano são travadas em seu interior.

As chamadas “cadeias da mente” — medos, crenças limitantes, traumas, vícios e preocupações excessivas — aprisionam emocional e espiritualmente. A proposta de Jesus é a renovação da mente (Romanos 12:2), trazendo cura interior para que também sejamos instrumentos de cura no mundo. Por meio de Cristo vivo em nós, os argumentos do mundo são destruídos (Romanos 10:4–5). Ele é suficiente para transformar tanto o nosso microcosmo — o homem interior — quanto o nosso macrocosmo — o mundo ao nosso redor.”

Querido as maiores batalhas não estão fora de nós, mas dentro de nós.
Cristo é suficiente para curar a mente, o coração e o espírito

Portanto, Cristo é verdadeiramente suficiente, e Ele deseja habitar plenamente em nós.

Paulo escreve para corrigir essa distorção e afirma de maneira absoluta:
Cristo não é parte da resposta — Ele é a resposta completa


3.1.26

Será Bem Melhor

 

Texto-base: Romanos 8:18
“Porque para mim tenho por certo que as aflições deste tempo (kairou) presente não são para comparar com a glória (dóxan – manifestação radiante da presença de Deus) que em nós há de ser revelada.”

Esta carta foi escrita pelo apóstolo Paulo aos irmãos cristãos de Roma, por volta do ano 57 d.C., dirigida a uma comunidade cristã já estabelecida, composta por aproximadamente 1.500 cristãos. Essa comunidade teve início com cerca de 26 irmãos, entre eles: Priscila e Áquila, Epeneto, Andrônico e Júnia, Maria, Amplíato, Urbano, Estáquis, Apeles, os da casa de Aristóbulo, Herodião, os da casa de Narciso, Trifena, Trifosa, Pérside, Rufo e sua mãe, Assíncrito, Flegonte, Hermes, Pátrobas, Hermas, Filólogo, Júlia, Nereu e sua irmã, e Olimpas. Todos esses nomes estão registrados em Romanos 16:3–16.

Essa pequena comunidade contrastava com uma população de mais de um milhão de romanos residentes, que cultuavam diversos deuses e seguiam diferentes correntes filosóficas da época. Além disso, os cristãos enfrentavam perseguições políticas, que culminariam no governo de Nero, em 64 d.C. Embora numericamente reduzida nos dias de Paulo, a igreja em Roma era estratégica, resiliente e convicta em sua fé, sobrevivendo a perseguições intensas.

É importante compreender que Roma era um centro cosmopolita, marcado por ampla diversidade religiosa. O sistema religioso era politeísta, permitindo o culto a deuses tradicionais, divindades estrangeiras e até ao próprio imperador. O Estado possuía a chamada Tríade Capitolina, composta pelos deuses oficiais:

  • Júpiter: rei dos deuses, equivalente ao Zeus grego, senhor dos céus e do trovão;

  • Juno: rainha dos deuses, protetora das mulheres e do casamento;

  • Minerva: deusa da sabedoria, das artes e da estratégia militar.

Além desses, havia diversos deuses estrangeiros e divindades menores cultuadas dentro dos lares, como os espíritos protetores da casa e da despensa, e os Gênios, considerados o espírito divino individual de cada pessoa, especialmente do chefe da família. Quem assistiu ao filme Gladiador pode perceber que o guerreiro Máximus mantinha pequenas imagens de devoção pessoal, que cultuava diariamente.

Esse era o contexto no qual a igreja estava inserida. Ao olharmos ao nosso redor, conseguimos perceber semelhanças: a realidade de Roma se assemelha muito à nossa. Vivemos em um país religioso, mas nem sempre cristão. Muitos, inclusive cristãos evangélicos, acabam depositando sua fé em coisas, pessoas ou outras referências, em vez de confiar exclusivamente no Senhor Jesus.

A convicção de Paulo era tão firme e positiva que ele expressa sua declaração com grande autoridade ao dizer: “para mim…”.
Aqui encontramos um primeiro e impactante ensinamento desta palavra: como tem sido o seu “para mim”? Paulo cria, conhecia o Senhor e não titubeou diante das perseguições e adversidades. Ele estava convicto, e nada abalaria sua fé.

Vivemos tempos em que muitas pessoas sinceras têm visto sua fé enfraquecer.

  • Onde tenho depositado minha confiança em tempos de dificuldade?

Paulo afirma que as aflições, lutas e perseguições do tempo presente (kairós) não podem ser comparadas à glória futura. Tudo nesta vida é passageiro; a glória vindoura supera, em muito, as aflições do presente. A aflição é leve e temporária quando comparada à suprema e eterna glória. O próprio Paulo declara em 2 Coríntios 4:8 Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados.”

Ele deixa claro que essas dificuldades não eram um privilégio exclusivo da igreja de Roma, mas também da igreja de Corinto, mostrando que o sofrimento faz parte da caminhada cristã. Você não é o único a passar por lutas.

De acordo com o apóstolo Pedro, em 1 Pedro 4:13–19, se somos participantes dos sofrimentos, também seremos participantes da glória. O próprio Jesus afirmou que não existe a possibilidade de uma vida cristã sem aflições, conforme João 16:33.

Por isso, fuja de falsas promessas de uma vida cristã que anuncia apenas conquistas e vitórias. A nossa maior tranquilidade está na declaração de Jesus: Ele venceu o mundo e não nos deixou órfãos.

Paulo encerra o versículo afirmando que a glória será revelada em você, caso você seja verdadeiramente filho de Deus.
Mas como saber se somos filhos? O versículo 14 responde:
“Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus.”

Permita-se ser guiado por Deus.
O Senhor deseja que a igreja seja manifesta no mundo físico e espiritual por meio da sua vida, conforme Efésios 3:10:
“Para que, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus se torne conhecida agora dos principados e potestades nos lugares celestiais.”

Que, em 2026, você tenha em mente: “Em Jesus, tudo sempre vai melhorar.”


 

Em Ziclague, a Dor Precede a Restauração

  Texto: 1 Sm 30.1-8. ⁸ e ele perguntou ao Senhor: "Devo perseguir este bando de invasores? Irei alcançá-los? " E o Senhor respo...