“²⁵ E certa mulher que, havia doze anos, tinha um fluxo de sangue…”
A Bíblia é um livro fantástico que nos conduz sempre a uma reflexão sobre cada palavra
detalhada nela. No versículo 25 do texto estudado, é dito que aquela mulher havia sofrido
nas mãos de vários médicos. É interessante notar que ninguém vai ao médico a passeio;
a bem da verdade, muitos vão até lá devido a uma patologia.
Note que peregrinar por muitos especialistas para obter um laudo — uma resposta sobre
a nossa situação — ou até mesmo a cura demanda tempo, dinheiro e muita força de
vontade. Esta mulher nos ensina que não devemos entregar os pontos jamais e que
precisamos crer em uma expectativa melhor, ou seja, nunca desistir, pois a desistência
por si só já é o indicativo de uma enfermidade.
Vale muito a pena despender recursos para encontrar a solução de nossas necessidades,
e fica claro que não existe erro ou pecado nessa motivação. Contudo, o fato de não
desistirmos de lutar não anula a possibilidade de enfrentarmos insucessos. Precisamos
aprender a conviver com eles. Fica evidente que a nossa tarefa é nunca desistir; obter
sucesso ou não é algo que fica na conta de Deus.
Perceba que essa mulher não nasceu enferma: a comorbidade a encontrou pelo caminho.
Ela possuía bens e, consequentemente, tinha uma família, mas ambos foram se
dissolvendo com o tempo. Querido irmão, querida irmã, a mãe pode até se esquecer do
filho que amamenta, mas Deus jamais se esquecerá de nós, conforme Isaías 49:15.
Existe, sim, uma promessa de Deus para nós a esse respeito, mas, sem fé e sem
conhecimento, ela se torna insípida, sem valor e sem sentido.
Ela vivia um processo natural de exclusão social e religiosa à época. De acordo com a Lei
de Moisés (descrita em Levítico 15), uma pessoa com fluxo de sangue contínuo era
considerada ritualisticamente impura. Por essa razão, ela vivia isolada da sociedade e
não podia tocar em ninguém sem torná-lo "imundo". Pense comigo: como deve ser a vida
sem poder tocar em outro ser humano?
Hoje, vivemos um tempo em que a tecnologia nos empurra para esse mesmo
distanciamento. Todos nós sentimos na pele as consequências do isolamento. Aquela
mulher experimentava essa dor no meio da multidão: cercada por todos, mas sem ter a
ninguém. Caminhava, vivia e comia na mais absoluta solidão. Note que, na Casa de
Deus, privilegiamos a koinonia, pois na comunhão existe cura. Por isso, um dos primeiros
sinais de que um cristão está com a alma enferma é a busca pelo afastamento do Corpo
de Cristo.
Fico a meditar que, apesar de termos nos empenhado ao máximo, não conseguir vencer

Nenhum comentário:
Postar um comentário